segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Nada...

Fazem muitos meses que eu aceitei que tenho/estou com depressão. É difícil, pensei varias formas de reagir. As pessoas ao redor não tem obrigação de saber como agir, mas também não tem direito de julgar. Isso tem sido uma das maiores dificuldades.
Definitivamente não quero transformar minha vida em um ciclo vicioso de remédios infinitos , então acabei fugindo do psiquiatra.

Hoje, atrasada para o trabalho, escutando SOJA, que é uma banda que me acalma muito, me dei conta de coisas tão simples.
Cobro coisas do meu filho de 8 anos que eu mesma não consigo resolver. Uma mãe infeliz não tem condições de criar uma criança feliz. Não tem um marido feliz. Não transforma seu trabalho em algo bom. Não atende clientes bem. Não consegue conviver com os amigos. Não se relaciona bem com a família. Não consegue nem ter paciência com seu animais. Não ama onde mora. Não faz as coisas que gosta com prazer. Não se emociona com nada. Não vive. Só sofre e chora escondida pelos cantos.

É assim que tenho andado, nada me encanta, nada me agrada, eu tento ficar feliz e me frustro ainda mais por que nada faz dar certo.

É um poço sem fim, onde a cada dia tenho ido mais fundo. Tenho ido mais longe, e não chego a lugar nenhum.

Tomo decisões que tenho certeza que me farão reagir, mas os próximos 5 minutos me desanima e tudo vai por ralo a baixo. Levo dias para conseguir reagir outra vez, e assim a vida vai passando, esperando a momento certo de conseguir dar um salto e fugir disso. 




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