Fazem muitos meses que eu aceitei que tenho/estou com depressão. É difícil, pensei varias formas de reagir. As pessoas ao redor não tem obrigação de saber como agir, mas também não tem direito de julgar. Isso tem sido uma das maiores dificuldades.
Definitivamente não quero transformar minha vida em um ciclo vicioso de remédios infinitos , então acabei fugindo do psiquiatra.
Hoje, atrasada para o trabalho, escutando SOJA, que é uma banda que me acalma muito, me dei conta de coisas tão simples.
Cobro coisas do meu filho de 8 anos que eu mesma não consigo resolver. Uma mãe infeliz não tem condições de criar uma criança feliz. Não tem um marido feliz. Não transforma seu trabalho em algo bom. Não atende clientes bem. Não consegue conviver com os amigos. Não se relaciona bem com a família. Não consegue nem ter paciência com seu animais. Não ama onde mora. Não faz as coisas que gosta com prazer. Não se emociona com nada. Não vive. Só sofre e chora escondida pelos cantos.
É assim que tenho andado, nada me encanta, nada me agrada, eu tento ficar feliz e me frustro ainda mais por que nada faz dar certo.
É um poço sem fim, onde a cada dia tenho ido mais fundo. Tenho ido mais longe, e não chego a lugar nenhum.
Tomo decisões que tenho certeza que me farão reagir, mas os próximos 5 minutos me desanima e tudo vai por ralo a baixo. Levo dias para conseguir reagir outra vez, e assim a vida vai passando, esperando a momento certo de conseguir dar um salto e fugir disso.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
DESESPERO
Acho que nunca é facil aceitar que se perdeu o controle. Sempre fui minimalista, e cheia de detalhes em planos e projetos. Por muito tempo carreguei nas costas muitas respnsabilidades que não me cabiam, e muitas vezes senti que parecia desabar.
Desabar com aviso, quem dera isso fosse real. Quando a gente cai, simplesmente cai, não prevê. Mas pode demorar a se dar conta. Nisso sim eu acredito, que pode levar um certo tempo para se dar conta de que as coisas realmente estão fora do lugar.
Ninguém tem obrigação de entender, mas também não tem direito de julgar. Tarefas fáceis do dia a dia se tornam cada vez mais desafiadoras, sair da cama pode levar horas de despertador perturbador.
A vida vai escorregando pelos dedos, parece fácil levantar, mas uma bola de chumbo invisível torna tudo pesado, o humor já não existe, quem dirá o bom humor.
Nunca achei que era possível que uma tristeza tão grande pudesse atingir minha vida. sempre fui uma pessoa muito feliz, e hoje minha única vontade é de me esconder em um canto onde ninguém me veja chorar. Sempre lutei por uma vida intensa, com momento marcantes, com ações significantes, parece que o brilho simplesmente apagou.
Tenho medo de mim mesma. Tenho medo das minhas crises, tenho medo de chegar alem do ponto que estou, de não aguentar mais e passar dos limites.
Eu preciso de ajuda, mas não tenho forças pra isso. Não tenho mais forças para caminhar.
Desabar com aviso, quem dera isso fosse real. Quando a gente cai, simplesmente cai, não prevê. Mas pode demorar a se dar conta. Nisso sim eu acredito, que pode levar um certo tempo para se dar conta de que as coisas realmente estão fora do lugar.
Ninguém tem obrigação de entender, mas também não tem direito de julgar. Tarefas fáceis do dia a dia se tornam cada vez mais desafiadoras, sair da cama pode levar horas de despertador perturbador.
A vida vai escorregando pelos dedos, parece fácil levantar, mas uma bola de chumbo invisível torna tudo pesado, o humor já não existe, quem dirá o bom humor.
Nunca achei que era possível que uma tristeza tão grande pudesse atingir minha vida. sempre fui uma pessoa muito feliz, e hoje minha única vontade é de me esconder em um canto onde ninguém me veja chorar. Sempre lutei por uma vida intensa, com momento marcantes, com ações significantes, parece que o brilho simplesmente apagou.
Tenho medo de mim mesma. Tenho medo das minhas crises, tenho medo de chegar alem do ponto que estou, de não aguentar mais e passar dos limites.
Eu preciso de ajuda, mas não tenho forças pra isso. Não tenho mais forças para caminhar.
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